O mal do século e como o jiu-jitsu pode te ajudar

Sentimentos de prostração, perda de interesse e prazer, culpa, baixa autoestima, distúrbios do sono e na alimentação, cansaço e déficit de concentração. Esses são sintomas do que é conhecido hoje como o mal do século, a depressão. O que desencadeia essa doença ainda é desconhecido, o fato é que 400 milhões de pessoas sofrem com ela, muitas delas não foram diagnosticadas ainda com a doença.

"Um levantamento realizado pela americana Universidade Harvard em 18 localidades mostra que a prevalência de depressão no Brasil é a maior entre as nações em desenvolvimento, com um total de 10,4% de indivíduos atingidos. E a taxa de mortes relacionada a episódios depressivos (incluindo suicídios) aumentou 705% por aqui nos últimos 16 anos, segundo pesquisa realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo."

Leia mais em: Uma epidemia de depressão

Depressão e tristeza são coisas completamente diferentes, a primeira é doença e a segunda é uma emoção passageira. Para lidar com a tristeza você não precisa de muito, um final de semana e alguns potes de sorvete resolvem. Ou fazer algo que você gosta ajuda a passar, mas a depressão é doença e deve ser encarada como tal.

Ninguém fala para quem pegou dengue que é "só uma fase". Ou para um paciente com câncer "para de moleza". Depressão precisa ser diagnosticada e tratada com médicos e especialistas e só então a pessoa poderá partir para a fase de recuperação com todo o apoio necessário.

E como o Jiu-Jitsu pode ajudar nisso?

O jiu-jitsu é uma das comunidades globais mais fortes que existem. Não é à toa que conteúdo de jiu-jitsu é compartilhado na internet aos montes. Digite "jiu-jitsu" no YouTube e você verá todas (ou quase todas) as posições já inventadas. Nenhum faixa preta de jiu-jitsu é mesquinho sobre o conhecimento da arte e a maioria acolhe os iniciantes de braços abertos, passando dicas e ensinamentos para que eles evoluam mais rápido.

Além do fator atividade física ajudar, participar de um grupo e conversar com as pessoas sobre podem ajudar quando você ainda está meio perdido. Em uma academia de jiu-jitsu pode parecer que há muitas panelinhas (às vezes há), mas é normal você se sentir estranho dentro de um grupo tão aficionado por algo.

Muitas vezes eles estão falando sobre algo avançado demais para que você compreenda e parece que não dá para participar, mas quando você aprende o vocabulário o tatame será como sua segunda casa e seus parceiros de treinos como seus novos irmãos.

Nunca participei ou vi uma comunidade com uma rede de apoio tão grande como no jiu-jitsu. Fisioterapeutas, médicos, nutricionistas e muitos outros profissionais de diversas áreas ajudam de graça e até mesmo fornecem empregos para seus parceiros de treino.

Nós somos uma família e uma família sempre o apoiará quando você precisar.

Duvida? Encontre uma academia próxima de você e comece a treinar.

Um abraço.

Oss!


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